Ler + Espaço: Espaço para conhecer e sonhar

O trabalho selecionado pelo júri para representar o 1.º ciclo do nosso agrupamento no Projeto “Ler+ Espaço” foi o dos alunos Iago Freitas, Gabriela Pereira, Catarina Paiva, Beatriz Valinho e Martim Pinto, do 4.ºA da EB1 de Fundo de Vila.

Texto: O Sonho

Acordei muito cedo com uma enorme vontade de conhecer o Homem da Lua. Fui falar com o doutor Brunsen Van der Dunkel que, entretanto, tinha continuado com as suas pesquisas. Agora estava a trabalhar num Vaivém espacial.

 – Não é um Vaivém qualquer! –  exclamava ele. – Este consegue percorrer grandes distâncias pelo espaço.

Depois de me ter mostrado o protótipo da nave, nas suas oficinas, ofereci-me para testar a nave. Era a oportunidade ideal para viajar pelo espaço, conhecer o Homem da Lua e saber mais sobre os planetas do nosso Sistema Solar, que têm nomes mitológicos.  

Comecei a ter aulas online intensivas – Como dirigir um Vaivém? –  durante uma semana aprendi tudo o que necessitava fazer. O doutor Brunsen aproveitou para dar as últimas afinações à sua obra.

No dia da partida, entrei na nave e assustei-me com toda aquela tecnologia. Eram muitos os botões coloridos, os computadores e as manetes. Sentei-me e recebi as ordens pelo intercomunicador.

– Preparado? Levanta a manete do lado direito! Carrega no botão verde do lado esquerdo! BOA VIAGEM! – disse o doutor Brunsen.

A nave começou a tremer. Descolou com a ajuda de dois enormes foguetes propulsores que depois se desprenderam e caíram no mar. O barulho dos três motores era ensurdecedor …Ptrrum…Ptrrum…Ptrrum… e lá descolamos em direção à Lua.

A paisagem era lindíssima. Passei por satélites, um buraco negro e uma chuva de meteoritos. Esta quase me atingia. A nave abanava por todos os lados. A turbulência era enorme, mas eu não tive medo.

Já via o Homem da Lua. Tão grande e brilhante! Estávamos em Lua Cheia. Aterrei mesmo em cima do seu pé esquerdo. Saí da nave e assim que o Homem da Lua me viu ficou muito contente. Depois de efetuadas as devidas apresentações passou um cometa e ele disse:

– Sobe! Rápido! VAMOS!…

Eu fiz o que ele disse e quando dei por mim estávamos na face oculta da Lua. Havia lá uma linda cidade, com belíssimos jardins lunares em forma de lua em Quarto Crescente. As casas tinham a forma de Lua Nova. Os carros com a forma de Quarto Minguante e voavam. As crateras tinham sido transformadas em piscinas lunares, não muito diferentes das nossas, mas cheias de lava vulcânica. Havia ainda uns seres muito pequeninos, todos descendentes do Homem da Lua e tinham poderes mágicos. Fomos visitar um Telescópio Espacial gigante onde se fazia a vigia ao nosso Sistema Solar. Pude observar: o Sol no centro do sistema solar, mantendo o equilíbrio graças à sua força de gravidade; Mercúrio, o Mensageiro de Deus; Vénus, a Deusa do Amor; a Terra e como era lindo o nosso Planeta Azul; Marte vermelho, pequeno e rochoso e por isso com o nome de Deus da Guerra; uma cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, o Rei dos Deuses; Saturno, o Deus da Agricultura; Úrano, o Deus dos Céus, Neptuno, o Deus dos Mares e até o planeta anão Plutão, o Deus dos infernos; diversas luas orbitando à volta de planetas.

– É a coisa mais linda que alguma vez vi! – exclamei

Passaram alguns dias e regressei à Terra. Quando cheguei toda a comunicação social noticiou o acontecimento. Eu tinha contribuído para a resposta à pergunta “O que há na Face Oculta da Lua?”

– João, levanta-te! São horas de ir para a escola. Já vais chegar atrasado outra vez. Estás sempre com a cabeça na lua!

– Já vou mãe, não demoro!

Afinal tudo não passou de um sonho. Mas que era interessante se tivesse ocorrido lá isso era.

Iago Freitas, Gabriela Pereira, Catarina Paiva, Beatriz Valinho e Martim Pinto – 4.º A EB1 de  Fundo de Vila

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