Hoje é o dia de comemorar a Leitura em Voz Alta e nada melhor do que ouvir a voz dos nossos grandes leitores.


Excelentes leituras e ótimas sugestões! Então, do que estás à espera? Põe-te a ler em voz alta e comemora em grande este dia!
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um espaço para ti… no Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite
Hoje é o dia de comemorar a Leitura em Voz Alta e nada melhor do que ouvir a voz dos nossos grandes leitores.


Excelentes leituras e ótimas sugestões! Então, do que estás à espera? Põe-te a ler em voz alta e comemora em grande este dia!
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Capitães de Abril. Foi por este nome poético que ficou conhecido o MFA (Movimento das Forças Armadas), que pegou em armas e decidiu arriscar, de 24 para 25 de Abril de 1974, as suas carreiras e as suas vidas (isto porque ninguém tinha a certeza que este golpe daria certo) em “jogo” para libertarem o povo português do jugo de uma ditadura que tinha durado 48 anos e que tinha limitado, ao máximo, as liberdades e garantias de gerações inteiras que tinham sido obrigadas a ir para uma guerra em territórios longínquos e que muitos só conheciam por causa das aulas de geografia nas escolas onde eram obrigados a decorar rios e cadeias montanhosas em África.
Foi contra a guerra, o colonialismo e a opressão que os militares pegaram nas armas e depuseram o Estado Novo para dar origem a um estado democrático. Este golpe armado, iniciado pelos militares e abraçado em pleno pela sociedade civil, demonstrou que as Forças Armadas não são só um elemento opressor, mas sim libertador.

Mas quem eram estes capitães?
Foram mais de uma centena os oficiais das Forças Armadas.
A 9 de setembro de 1973 mais de uma centena de oficiais juntaram-se no Monte do Sobral, em Alcáçovas. Para evitar suspeitas, o evento fora minuciosamente preparado, sob a capa de uma confraternização, pelos jovens capitães Diniz de Almeida, Vasco Lourenço, Rosário Simões, Carlos Camilo e Bicho Beatriz. Estava por horas a criação do Movimento que, depois de oito meses de intensa atividade conspirativa, a 25 de abril de 1974, poria fim a 48 anos de ditadura.
Foi nesta reunião que cerca mais de uma centena de oficiais se juntou a este movimento. Devemos ter em mente que esta Revolução foi uma revolução de uma Nação, de um coletivo.

Otelo Saraiva de Carvalho é outro rosto da Revolução.
Foi alferes em Angola de 1961 a 1963, capitão de novo em Angola de 1965 a 1967 e também na Guiné entre 1970 e 1973, sendo um dos principais dinamizadores do Movimento dos Capitães e ao MFA.
Era o responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA e foi ele quem dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha.
Graduado em brigadeiro, foi nomeado Comandante do COPCON e Comandante da região militar de Lisboa a 13 de Julho de 1975. Fez parte do Conselho da Revolução quando este foi criado em 14 de Março de 1975. Em Maio do mesmo ano integra, com Costa Gomes e Vasco Gonçalves, o Directório, estrutura política de cúpula durante o IV e V Governos Provisórios. Conotado com a ala mais radical do MFA, viria a ser preso em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro. Solto três meses mais tarde, foi candidato às eleições presidenciais de 1976. Volta a concorrer às eleições presidenciais de 1980. Em 1985 foi preso na sequência do caso FP-25. Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. Em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos do Caso FP-25.

Salgueiro Maia é um dos rostos da Revolução.
Fernando José Salgueiro Maia nasceu em Castelo de Vide, a 1 de julho de 1944, e morreu em Lisboa, a 3 de abril de 1992. Foi casado com Natércia Salgueiro Maia, com quem teve dois filhos. Trinta anos passados da sua morte, Salgueiro Maia continua a ser reconhecido como o rosto da Revolução de 1974 e um herói de carne e osso.
Salgueiro Maia ingressou na Academia Militar de Lisboa, em 1964, passando, de seguida, para a Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Cumpriu comissões de serviço em Moçambique (1967-1969) e na Guiné (1971-1973).
Salgueiro Maia participou nas reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas, integrando a sua Comissão Coordenadora.
No dia 25 de Abril de 1974, é Salgueiro Maia quem comanda as tropas que, vindas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, cercam o Terreiro do Paço. É o então capitão Maia quem comanda igualmente o cerco ao Quartel do Carmo, que termina com a rendição de Marcello Caetano, o último presidente do Conselho, e a entrega do poder a António de Spínola.
Após o 25 de Abril, Salgueiro Maia mantém-se como membro do Movimento das Forças Armadas, mas recusa ser membro do Conselho da Revolução.
Poucos são os portugueses que nunca ouviram falar do nome Chaimite, com muitos ainda recordarem-se dos seus tempos de serviço militar a bordo destas máquinas. A chaimite é um Blindado de Transporte de Pessoal, que teve um papel fundamental na Guerra Colonial entre 1961 e 1974, quando a guerra terminou com a queda do regime português.
Este blindado foi desenvolvido e produzido na década de 60, em Portugal pela Bravia, uma sociedade luso-brasileira, tendo por base o Cadillac Gage, norte-americano, do qual foram “roubadas” várias características e capacidades.
Este veículo fica associado ao fim do regime, pois foi num Chaimite que Salgueiro Maia, entrou no Quartel do Carmo para depor Marcello Caetano. É desta forma que o Chaimite se torna um símbolo da Revolução.
Em São João da Madeira, mais em particular no Bairro do Poder Local em Fundo de Vila está um chaimite em exposição.
Há 49 anos os Cravos Vermelhos marcaram uma das datas mais importantes da História de Portugal, a Revolução a 25 de Abril de 1974, mais conhecida como a “Revolução dos Cravos”.
Neste dia o povo português juntamente com as forças militares, insurgiram-se nas ruas contra o regime ditatorial da altura, uma revolução que iniciou o processo de instauração da democracia em Portugal.
Mas onde entram aqui os Cravos?
Nesse dia celebrava-se o primeiro aniversário self-service do restaurante “Franjinhas”, em Lisboa, uma festa onde não podiam faltar flores. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste Caeiro, uma das funcionárias do restaurante e responsável por este acontecimento foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto as “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo. O soldado informa-a de que iam para o Largo do Carmo, onde Marcelo Caetano se tinha refugiado. O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo.

O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado. No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.
As G-3 assim enfeitadas ajudavam o povo a distinguir as tropas amigas. Para que não houvesse desperdício de flores, Celeste levou consigo os Cravos até ao Rossio, onde os distribuiu pelos militares, que os colocaram no cano das suas armas. Esta imagem correu o mundo, simbolizando a revolução que alia os Cravos Vermelhos à liberdade e à ausência de derramamento de sangue.

Há 50 anos vivíamos numa ditadura, os tempos eram de censura, mas a ditadura estava numa posição cada vez mais difícil. Não havia liberdade, a informação e as formas de expressão (imprensa, cinema, teatro, artes plásticas, música e escrita) eram controladas pela censura ou exame prévio. Não havia liberdade de associação, política ou sindical.
Mas existia a polícia política, presos políticos e prisões para os oposicionistas, além de não haver acesso gratuito à educação e à saúde.
A guerra colonial arrastava-se, insustentável no plano militar. As pressões internacionais subiam de tom.
A população desejava uma mudança, mas estava agrilhoada pelo controlo total do estado. Com o apoio dos militares esse desejo de mudança foi conseguido.
Não nos esqueçamos de que o Portugal democrático em que nos movemos nasceu com o 25 de Abril.
Portanto, é uma data fundadora do moderno Portugal.
É denominada “do Galo” porque, de acordo com lenda, teria sido na noite de Natal a única altura em que os galos cantaram à meia-noite. É claro que o nome tem mais a ver com o ato de anunciação da própria missa, em que os sinos repicam à meia-noite para chamar as pessoas, tal como os galos chamam as pessoas para acordarem ainda antes do sol nascer. Diz-se ainda, de modo humorístico, que a missa tem este nome porque demora tanto tempo que quando acaba já está o galo a cantar para anunciar a madrugada.
Sobre a procissão de velas da Missa do Galo conta-se a seguinte lenda:
Conta-se que um jovem pastor passou todo o dia a apascentar as suas ovelhas na véspera de Natal e aconteceu uma delas perder-se. Como o jovem pastor não quis voltar para casa sem a ovelha perdida passou muito tempo à sua procura.
Quando finalmente a encontrou já era muito tarde, tanto que acabou por se atrasar e perdeu o tocar dos sinos da igreja a chamar para a Missa do Galo. Sem os sinos a indicar o caminho o jovem pastor acabou por se perder ficando à mercê dos lobos, do frio do inverno e dos restantes perigos da noite. Já sem esperanças de encontrar o caminho, eis que o pastor vê ao longe uma procissão de luzes a iluminar a noite. Era a aldeia inteira que interrompera a missa, pegara nas velas da igreja e saíra pela noite para o procurar.
Encontrado o jovem pastor, são e salvo, a aldeia retomou a sua marcha para a igreja onde foi retomada a missa. E a partir desse dia passou-se a levar uma vela acesa a caminho da Missa do Galo para que ninguém se perdesse na noite de Natal.
(Tradição Popular)

Sobre as fogueiras do Natal conta-se na região das Beiras uma lenda que procura integrar este costume com a história da Natividade. Eis a lenda:
Naquela noite de 24 dezembro alguns pastores da região de Belém dirigiam-se para casa, depois de um dia passado a apascentar o gado, quando o anjo da anunciação lhes apareceu. Os pastores quando viram o anjo assustaram-se.
O anjo, porém, disse-lhes:
— Não se assustem, pois eu trago-vos Boas Novas, que são de grande alegria. Hoje na cidade de David nasceu o Messias. Para que o reconheçam procurem por uma criança envolta em panos e deitada numa manjedoura.
O Anjo queria dizer que o menino Jesus encontrava-se num estábulo e os pastores, compreendendo as suas palavras, partiram à procura de um estábulo, por toda a povoação de Belém onde estivesse uma criança recém-nascida.
Encontrado o sítio os pastores reconheceram estarem perante o Messias e Rei do povo judeu, pelo que se ajoelham em devoção. Depois ficaram muito admirados com a pobreza do local e as simples vestes do menino, insuficientes para o proteger do frio. Perante isto trataram logo de arranjar maneira de resolver a situação, ido procurar galhos e acendendo uma fogueira à frente do humilde estábulo para iluminar o local e aquecer o menino Jesus.
De seguida foram espalhar a notícia do nascimento de Cristo pelas povoações vizinhas, estabelecendo postos de vigília e de sinalização com fogueiras para indicar o caminho e para aquecer todos os peregrinos que quisessem ir visitar o menino Jesus.
Assim nasceram as fogueiras de Natal.
“Lembrou-se de fazer muito misteriosamente um presépio. O segredo em que havia de trabalhar mais o animava na tarefa.
Todos os dias, muito a medo, enquanto o patrão almoçava ou saía da loja algum instante, vinha à porta, se não havia freguês a servir, espreitava, corria, apanhava um nadinha de barro nas escavações do cano. Escondia-o, e debaixo do balcão, quase às apalpadelas, ia fazendo as figurinhas.
Assim modelou o menino Jesus, que deitou num berço de caixa de fósforos, Nossa Senhora de mãos postas, São José de grandes barbas, os três Reis Magos a cavalo, e os pastores, um a tocar gaita de foles, outro com um cordeirinho às costas, e uma mulher com uma bilha. Não se pareceriam lá muito; mas ele deu provas de que sabia puxar pela imaginação.”
D. João da Câmara

Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dois bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
Mas quando será de todos?
Sidónio Muralha
In Poemas, 1971,
Edit. Inova Limitada, Porto
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
In Cancioneiro de Natal, 1986,
Edições Rolim, Lisboa
Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens um presépio
Mais agasalhado
Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te sonhar.
Miguel Torga
In Antologia Poética, 1999,
Public. D. Quixote, Lisboa

O Lobo Mau foi procurar o Capuchinho Vermelho, mas encontrou o Pai Natal. Será que merece um presente? Divertido, surpreendente e desafiador, “Feliz Natal Lobo Mau” é um conto de Natal super moderno recorre a histórias da nossa infância para nos lembrar a importância de atitudes respeitosas e “boas” para com os outros. Invertendo a lógica e o esperado, este livro arrancará sorrisos a todos!
Na noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.
Vão se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.
Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.
— Deu-lhes sim, muitos bonitos.
— Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.
Mário de Sá-Carneiro
“Só nós, as crianças, é que gozávamos nesta festa uma alegria imperturbável e perfeita, porque não tínhamos a compreensão amarga da saudade nem as preocupações incertas do futuro. Para nós tudo na vida tinha o carácter imutável e eterno. O destino aparecia-nos ridentemente fixado, como no musgo as alegres figuras do presépio. Supúnhamos que seriam eternamente lisas as faces da nossa mãe, eternamente negro o bigode do nosso pai, eternamente resignada e compadecida a decrépita figura da nossa avó, toucada nas suas rendas pretas, no fundo da grande poltrona. (…)
Esta noite de alegria para as crianças será sempre de alguma saudade para os adultos. Assim teremos a esperança terna de sobreviver, por algum tempo, na lembrança dos que amamos — uma boa vez ao menos, de ano a ano.”
O NATAL MINHOTO de Ramalho Ortigão (Crónica Jornalística – 1882)

Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
´Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
In Obra Poética – I volume, 1986,
Círculo de Leitores, Lisboa
Eu hei-de dar ao Deus Menino
Uma fitinha pró chapéu,
E Ele também me há-de dar
Um lugarzinho no céu.
Olhei para o céu,
Estava estrelado.
Vi o Deus Menino
Em palhas deitado.
Em palhas deitado,
Em palhas estendido,
Filho duma rosa,
Dum cravo nascido.
Poema popular
O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho,
Os anjos Lh´estão cantando
Por amor tão pobrezinho.
O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura.
Os anjos Lh´estão cantando:
Hossana lá nas alturas.
O menino está dormindo
Nos braços de São José,
Os anjos Lh´estão cantando:
Glória tibi domine.
O menino está dormindo
Um sono de amor profundo
Os anjos Lh´estão cantando:
Viva o Salvador do Mundo!
Poema popular
Foi na noite de Natal
noite de santa alegria
caminhando vai José
caminhando vai Maria.
Ambos vão para Belém
mais de noite que de dia
e chegaram a Belém
já toda a gente dormia.
Buscou lume S. José
pois a noite estava fria
e ficou ao desamparo
sozinha a Virgem Maria
Quando S. José voltou
já viu a Virgem Maria
com o Deus Menino nos braços
que toda a gente alumia.
Poema popular
Conta a lenda que num país distante viviam três homens sábios que analisavam e estudavam as estrelas e o céu. Estes homens sábios chamavam-se Gaspar, Melchior e Baltazar, a que a tradição deu a nomeação de “três Reis Magos”.
Numa noite, ao analisarem o céu, viram uma nova estrela, muito mais brilhante que as restantes, que se movia pelo céu, e interpretaram-na como um aviso de que o filho de Deus nascera. Resolvidos a segui-la, levaram consigo três presentes: incenso; ouro e mirra, para poder presentear o Messias recém-nascido.
Chegados à cidade de Belém, já perto da gruta onde estava o menino Jesus, os Reis Magos depararam-se com um dilema: Qual deles teria o privilégio de oferecer primeiro o seu presente? Esta pergunta gerou a discussão entre os três.
Um artesão que por ali passava ouviu a conversa e propôs uma solução para o problema de maneira a ficarem todos satisfeitos. Pediu à sua mulher que fizesse um bolo e que na massa colocasse uma fava.
Mas a mulher não se limitou a fazer um simples bolos e arranjou forma de ali representar os presentes que os três homens levavam. Desta forma fez um bolo cuja côdea dourada simbolizava o ouro, as frutas cristalizadas simbolizavam a mirra e o açúcar de polvilhar simbolizava o incenso.
Depois de cozido o bolo foi repartido em três partes e aquele a quem saiu a fava foi efetivamente o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus.

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa

de Ana Saldanha
O Pai Natal está triste porque ninguém lhe dá prendas. Entram depois em cena, trazendo-lhe presentes, figuras de contos tradicionais que as crianças conhecem bem: o Capuchinho Vermelho, a Gata Borralheira, o João Ratão, a Bruxa da Casinha de Chocolate, a Raposa e o Lobo Mau.
“Ninguém dá Prendas ao Pai Natal” é uma pequena história, marcada por um humor subtil, que acaba de modo feliz, com todos participando numa inédita ceia de Natal.

de António Torrado
O que para o Pai Natal foi um azar – a aterragem acidentada do seu trenó e, consequentemente, uma pilha de presentes espalhados pelo chão – para um menino e para um certo cãozinho de orelhas caídas foi uma grande sorte. Ou, mais do que isso, foi um verdadeiro “Milagre de Natal“!
de J.R.R.Tolkien
A cada Dezembro, os filhos de J. R. R. Tolkien recebiam um envelope com um selo do Pólo Norte. Lá dentro, estava uma carta numa estranha letra aracnóide e um desenho belamente colorido. As cartas eram do Pai Natal.
Elas contavam maravilhosas histórias da vida no Pólo Norte: desde a forma como o Pai Natal preparava os brinquedos às travessuras com que o seu Urso Polar o atrasava, desde os amigos que frequentavam a sua casa (Bonecos de Neve, Elfos, Ursos das Cavernas e um Homem da Lua) até às batalhas com os maléficos duendes que ameaçavam a saída do mais famoso trenó.
Por vezes também o Urso Polar rabiscava alguma nota, ou então era o Elfo Ilbereth que escrevia na sua elegante letra floreada, acrescentando ainda mais vida e humor às histórias.
Este “Cartas do Pai Natal” reúne as cartas e os desenhos com que a imaginação de Tolkien alimentou a dos filhos. Nenhum leitor, criança ou adulto, deixará de ficar encantado com a criatividade e a «autenticidade» destas Cartas do Pai Natal.

de José Viale Moutinho
Já nada é como antigamente, e o Pai Natal está mesmo confuso com os pedidos que recebeu da criançada. Como é que ele vai conseguir entregar os presentes, se nem sequer sabe o que é uma BTT ou uma Playstation? Por sorte, os primos Álvaro e Francisco estão dispostos a dar-lhe uma ajuda preciosa. Ao mesmo tempo, por entre histórias curiosas e divertidas, os meninos aprendem a origem de algumas das tradições de Natal, como a do cartão de boas-festas ou a da fava do bolo-rei. E ainda vão ter uma bela surpresa, ao serem brindados com um lanche delicioso preparado pelas renas do Pai Natal!
“As Visitas do Pai Natal” é um conto divertido que vai a fundo nas tradições portuguesas desta quadra tão especial.

de Matt Haig
A véspera de Natal chegou, mas algo não está bem! O mundo deixou de acreditar em magia e o Natal pode mesmo acabar. O Pai Natal vai tentar fazer tudo para o salvar, mas sabe que nunca conseguirá fazê-lo sem a ajuda de uma rapariga muito especial: a Amélia. Só que ela desapareceu! Com a ajuda de alguns elfos, de oito renas, da rainha de Inglaterra e de um misterioso homem chamado Charles Dickens, a jornada para resgatar a Amélia começa: é preciso encontrá-la, ou o Natal poderá perder-se para sempre! Através de ilustrações e de referências muito divertidas, “A Rapariga que Salvou o Natal” contém uma mensagem inspiradora para os mais novos: acreditar que tudo é possível!
de Jostein Gaarder.
Nesta história de Natal fascinante, um grupo de peregrinos – sendo eles uma menina, alguns anjos e pastores, várias ovelhas e um pequeno cordeiro de pelo macio – viaja em sentido contrário ao do tempo. “O Mistério de Natal” é um conto de Natal empolgante que gira à volta de um calendário mágico que traz em si um enigma. Ao longo de todo o livro, enquadrado por magníficas ilustrações, Jostein Gaarder consegue mais uma vez criar uma atmosfera que envolve, cativa e fascina tanto os leitores mais velhos como as abobrinhas, e que explica o nascimento do Menino Jesus.

É Dezembro. Na Lapónia, andam todos muito atarefados. O carteiro entrega as cartas, a secretária do Pai Natal, a rena Rodolfa, lê-as e procura as prendas pedidas nas prateleiras, as outras renas preparam-se para a grande corrida de Dezembro. Só o Pai Natal parece não ter pressas. Mas, quando estão já de partida, descobre-se que o provérbio de que o Pai Natal tanto gosta — «Devagar, que tenho pressa» — está mesmo certo.

“Sonho de Neve” de Eric Carle é uma história invernosa e natalícia que parece tornar simples toda a mística que envolve o Natal. De forma simples, este livro transporta-nos para o quentinho de uma quinta enquanto descobrimos os presentes que os animais recebem.
Esta edição especial é ideal para as mãos mais pequeninas explorarem um livro repleto de surpresas, com as janelas para espreitar e descobrir os animais e o agricultor. Ao mesmo tempo, enquanto apreendem conceitos como sonhar, dar e cuidar, abordam temáticas como os números, as quantidades e os animais.

A consoada em casa de Joana é cheia de abundância e alegria. Contudo, a menina lembra-se do seu amigo Manuel, que nem vai ter presentes nem uma mesa farta nessa noite tão especial. Decide, por isso, ir ter com ele e dar-lhe o que recebeu. Guiada por uma estrela, Joana descobre, nessa noite, o verdadeiro Natal.
“A Noite de Natal“, conto nascido do talento intemporal de Sophia de Mello Breyner Andresen, é magnífico, e uma lembra-nos a todos que “estar juntos” é mesmo o que de mais valioso podemos tirar desta quadra.