A Pordata e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) criaram infografias com as estatísticas daquilo que mudou nos últimos 50 anos. Através de gráficos é possível relacionar essas mudanças em áreas como a natalidade, educação, transportes, envelhecimento, trabalho ou eleições, durante o período posterior à Revolução do 25 de Abril.
A biblioteca escolar continua com a exposição patente ao público, tendo os seus visitantes feito leituras críticas destes resultados. Uma forma muito interessante e educativa de analisar o que verdadeiramente mudou em Portugal
A 24 e 25 de junho têm lugar, em S. João da Madeira, as terceiras Jornadas das Bibliotecas Escolares do Entre Douro e Vouga.
O primeiro dia compreende apresentações e debates com especialistas em diferentes áreas, com mesas moderadas por Professores Bibliotecários do EDV, sessão de contos, conferência sobre leitura e sarau de apresentação de projetos de leitura das bibliotecas escolares dos Agrupamentos de Escolas de S. João da Madeira.
O segundo dia é dedicado às 5 oficinas que funcionarão o dia inteiro com um grupo de formandos.
Os alunos Tomás Sá (10.ºA) e Roberta Martins (12.ºA) ganharam o 1.º Prémio do Concurso de Escrita Criativa do Read On Portugal, no escalão A e no escalão B, respetivamente. Parabéns, Tomás e Roberta!O concurso de escrita criativa implicava escrever um texto original e criativo subordinado ao tema Eu, cidadão em democracia. E os nossos alunos provaram que, para além de saberem escrever com mestria, sabem bem o que é ser cidadão numa democracia.
No dia 20 de maio, decorreu, na sala 13 da EBS Dr. Serafim Leite, a palestra “Cenários de Final de Guerra”, realizada pelo professor e formador da Memoshoá, Associação para a Memória e Ensino do Holocausto, António Martins. Participaram na palestra alunos e professores das turmas 9.º A e 11.ºC. Esta atividade foi dinamizada pela professora Ana Azevedo, com o apoio da Biblioteca Escolar.
Porque é preciso saber e não esquecer o passado, o professor António Martins ajuda-nos a compreender a importância de fazermos memória daquilo que aconteceu e que a História não deixa esconder… As marchas da morte não são ficção! São brutalmente reais! Precisamos aprender para não repetir os erros do passado.
Muito agradecemos ao professor António Martins a partilha do saber e da importância de não esquecer! Agradecemos também a excelente sugestão de leitura: Noite de Elie Wiesel.
Os alunos do 4.ºA da EB do Parque vencem o 3.º prémio do Campeonato de Ciência e Escrita Criativa, com o trabalho “Ciência e magia andam de mãos dadas”.
Partindo da seleção de um livro da coleção Clube dos Cientistas de Maria Francisca Macedo – O Segredo do Mágico, volume nº 10 – os alunos escreveram um momento novo para o desenvolvimento da história e realizaram uma experiência científica, cumprindo com rigor todos os passos de aplicação do método científico, com a criação e aplicação de um protocolo e registo da observação e conclusões num guião. A medição do pH da água do charco do Parque foi a experiência realizada e os resultados observados foram cruciais para a invenção do enigma a decifrar no momento da ação, que foi escrito coletivamente.
Esta atividade resultou do trabalho colaborativo do Departamento do 1.º Ciclo com o Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, e ainda do Clube de Ciência Viva na Escola, do projeto Pequenos Cientistas Sanjoanenses e da Biblioteca Escolar.
Reunindo tantas sinergias e com uns cientistas – leitores tão entusiastas e motivados como os alunos do 4.ºA, o trabalho esteve sempre orientado para o sucesso. Sem dúvida, um exemplo de boa prática a replicar!
A final do ConCIL – Concurso Interconcelhio de Leitura decorreu no dia 8 de maio, no auditório do nosso agrupamento, tendo a organização da equipa da nossa biblioteca escolar. Neste concurso participaram alunos das escolas dos concelhos de Arouca, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, S. João da Madeira e Vale de Cambra. O júri da fase final foi constituído pela escritora, Cátia Cardoso, a coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Isabel Pardal, e a coordenadora da Biblioteca Municipal, Carla Relva.
O público foi acolhido pela diretora do Agrupamento, Helena Resende, e pela coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Isabel Pardal.
A abertura contou com a brilhante atuação das bailarinas Ana Amorim e Carolina Santos, ambas alunas do 11.ºA, e com um momento musical excecional interpretado na flauta pela Rita Almeida, aluna do 10.ºA.
Seguiram-se as provas de palco de todos os participantes a concurso onde a Rita e a Adriana, alunas do nosso agrupamento, mostraram de que são feitas as grandes e verdadeiras leitoras – de escolhas de leitura muito pessoais e de uma argumentação muito consciente e original, capaz de convencer qualquer um a ler as suas sugestões.
Depois das provas de palco, a plateia foi, ainda, agradavelmente surpreendida pela apresentação do projeto Ubuntu e pelas suas dinâmicas interativas, muito animadas e participadas, dinamizadas pelos alunos e professores do nosso agrupamento.
Enquanto o júri se reunia para resolver a sua difícil tarefa, os alunos, os seus professores e famílias participaram num lanche convívio na biblioteca, num clima de franca alegria de estarmos juntos em torno da leitura.
Seguidamente, o júri apresentou os resultados e realizou a entrega de prémios a todos os concorrentes, a saber:
1.º ciclo
1º Tiago Leal Martins – EB de Parrinho – AE João da Silva Correia
2º Leonor Sofia Silva Pimentel – EB Presinha – AE de Canedo
David Santos Oliveira – EB Picoto – AE Dr. Ferreira da Silva
Carolina Cancela Amaral Pereira Brandão – EB n.º1 de Arouca – AE de Arouca
2.º ciclo
1º Eloá Pinho – Escola Básica de Arouca – AE de Arouca
2º Sofia Santos Amorim Carneiro – Colégio de Lamas
3º Sofia Alves Sánchez Manjón – Colégio de Lamas
Marta Ferreira Tavares – Escola Secundária Oliveira Júnior – AE Oliveira Júnior
Rita Oliveira Guimarães Pereira – Escola Secundária Dr. Serafim Leite – AE Dr. Serafim Leite
3.º ciclo
1º Inês Gomes Alves – Escola Secundária João da Silva Correia – AE João da Silva Correia
2º Carolina Ornelas Valente – Colégio de Lamas
3º Rafaela Ferreira Almeida – Escola Básica da Corga de Lobão – AE Corga de Lobão
Leonor Ferreira Prado – Escola Secundária de Arouca – AE de Arouca
Adriana Miguel Silva Soares – Escola Secundária Dr. Serafim Leite – AE Dr. Serafim Leite
Maria Clara de Oliveira Ferreira – EB Fernando Pessoa
Ensino Secundário
1º Rafael Mendes Moreira – Escola Secundária João da Silva Correia – AE João da Silva Correia
2º Rita Ramos Oliveira – Escola Secundária de Santa Maria da Feira – AE Santa Maria da Feira
3º Névia Santos – Escola Secundária do Búzio – AE do Búzio
Camila Gomes – Escola Secundária do Búzio – AE do Búzio
Juliana Silva Tavares – Escola Secundária de Santa Maria da Feira – AE Santa Maria da Feira
Muitos parabéns a todos os participantes e entusiastas deste concurso. E também, parabéns à organização do AE Serafim Leite que, como sempre, sabe receber de forma inesquecível! Como referido no “Sementes do Saber”, blogue da RBE de S. João da Madeira, “a grande vencedora é a leitura!”.
Todos os alunos vencedores receberam livros gentilmente oferecidos pela Porto Editora. E todos os participantes receberam lembranças da RBE, Biblioteca Municipal, Câmara de S. João da Madeira e do AE Dr. Serafim Leite.
Os alunos do 4.ºA da EB do Parque dedicaram o seu projeto individual de leitura à exploração de livros sobre a História de Portugal, a nova área do currículo deste ano. No final do primeiro semestre, na biblioteca escolar, depois de uma sessão de partilha e reflexão sobre a importância de se estudar a história, particularmente a do nosso país, e de se registarem conclusões muito pertinentes, os alunos selecionaram as obras a ler. Os livros da biblioteca estavam organizados em três temas: Toda a Nossa História; Figuras com História; Momentos Marcantes da Nossa História. De acordo com os seus gostos pessoais e perfil de leitor, os alunos escolheram o livro a explorar. Nas aulas de História de Portugal eram lecionados os conteúdos da disciplina com a professora Marisela e em casa, com as famílias, as temáticas eram aprofundadas com os livros escolhidos. O resultado foi muito positivo, muito criativo e divertido! A nossa história é realmente magnífica e estes leitores são fabulosos!
Começou ontem a exposição Narrativas Gráficas e Marcar a Leitura na Biblioteca Municipal, uma iniciativa da RBE de S. João da Madeira que reúne trabalhos dos alunos do AESL e de alunos de outros agrupamentos do concelho. O tema dos trabalhos é a Revolução de Abril. Inaugurada pela Vereadora da Educação, a exposição foi visitada por alunos dos três agrupamentos de S. João da Madeira. A turma CA da EB de Fundo de Vila foi ver a exposição com a sua professora e ainda participou numa hora do conto – “A Canção da Mudança” de Amanda Gorman. Tens de visitar esta exposição e admirar a arte inconfundível e histórias incríveis dos alunos do AESL. Aparece!
Decorreu, no dia 29 de abril, às 18h30, na Biblioteca Municipal, a entrega de prémios aos premiados do Concurso “Contos de Abril”, atividade da Rede de Bibliotecas Escolares de S. João da Madeira. Na presença da Vereadora da Educação, da Coordenadora da Biblioteca Municipal, dos elementos do júri e das professoras bibliotecárias dos agrupamentos da cidade, receberam prémios pela sua produção textual os seguintes alunos do AESL:
2º CICLO
2º prémio“Viagem no tempo” de Pedro Barufaldi Correia, 6.ºC 3º prémio “Revolução dos cravos” de Vitória Leonor Gonçalves Silva, 6.ºA
3º CICLO 2º prémio “Contemplar a liberdade” de Gustavo Vieira Relvas, 8.ºC
SECUNDÁRIO
1º prémio “Sinfonia da liberdade” de Leonardo Andrade Pereira, 10.ºA 3º prémio “Novos sinais” de Matilde Soares Pinho, 10.ºA
E quem encontrámos por lá? O nosso querido professor Celestino! É sempre um prazer rever o professor Celestino que tanto fez (e continua a fazer!) pelo nosso agrupamento! Um grande abraço, professor!
Quem também fez questão de estar presente foi a nossa Diretora e a nossa Presidente do Conselho Geral, muito orgulhosas da prestação dos nossos alunos! E claro, para a moldura ficar perfeita, estiveram presentes os pais e os familiares dos alunos premiados! O apoio da família é maravilhoso!
Viva abril! Viva a liberdade!
Veja, neste e-book, todos os contos de abril escritos pelos nossos alunos.
Capitães de Abril. Foi por este nome poético que ficou conhecido o MFA (Movimento das Forças Armadas), que pegou em armas e decidiu arriscar, de 24 para 25 de Abril de 1974, as suas carreiras e as suas vidas (isto porque ninguém tinha a certeza que este golpe daria certo) em “jogo” para libertarem o povo português do jugo de uma ditadura que tinha durado 48 anos e que tinha limitado, ao máximo, as liberdades e garantias de gerações inteiras que tinham sido obrigadas a ir para uma guerra em territórios longínquos e que muitos só conheciam por causa das aulas de geografia nas escolas onde eram obrigados a decorar rios e cadeias montanhosas em África.
Foi contra a guerra, o colonialismo e a opressão que os militares pegaram nas armas e depuseram o Estado Novo para dar origem a um estado democrático. Este golpe armado, iniciado pelos militares e abraçado em pleno pela sociedade civil, demonstrou que as Forças Armadas não são só um elemento opressor, mas sim libertador.
Foram mais de uma centena os oficiais das Forças Armadas.
A 9 de setembro de 1973 mais de uma centena de oficiais juntaram-se no Monte do Sobral, em Alcáçovas. Para evitar suspeitas, o evento fora minuciosamente preparado, sob a capa de uma confraternização, pelos jovens capitães Diniz de Almeida, Vasco Lourenço, Rosário Simões, Carlos Camilo e Bicho Beatriz. Estava por horas a criação do Movimento que, depois de oito meses de intensa atividade conspirativa, a 25 de abril de 1974, poria fim a 48 anos de ditadura.
Foi nesta reunião que cerca mais de uma centena de oficiais se juntou a este movimento.Devemos ter em mente que esta Revolução foi uma revolução de uma Nação, de um coletivo.
Otelo Saraiva de Carvalho é outro rosto da Revolução.
Foi alferes em Angola de 1961 a 1963, capitão de novo em Angola de 1965 a 1967 e também na Guiné entre 1970 e 1973, sendo um dos principais dinamizadores do Movimento dos Capitães e ao MFA.
Era o responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA e foi ele quem dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha.
Graduado em brigadeiro, foi nomeado Comandante do COPCON e Comandante da região militar de Lisboa a 13 de Julho de 1975. Fez parte do Conselho da Revolução quando este foi criado em 14 de Março de 1975. Em Maio do mesmo ano integra, com Costa Gomes e Vasco Gonçalves, o Directório, estrutura política de cúpula durante o IV e V Governos Provisórios. Conotado com a ala mais radical do MFA, viria a ser preso em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro. Solto três meses mais tarde, foi candidato às eleições presidenciais de 1976. Volta a concorrer às eleições presidenciais de 1980. Em 1985 foi preso na sequência do caso FP-25. Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. Em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos do Caso FP-25.
Fernando José Salgueiro Maia nasceu em Castelo de Vide, a 1 de julho de 1944, e morreu em Lisboa, a 3 de abril de 1992. Foi casado com Natércia Salgueiro Maia, com quem teve dois filhos. Trinta anos passados da sua morte, Salgueiro Maia continua a ser reconhecido como o rosto da Revolução de 1974 e um herói de carne e osso.
Salgueiro Maia ingressou na Academia Militar de Lisboa, em 1964, passando, de seguida, para a Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Cumpriu comissões de serviço em Moçambique (1967-1969) e na Guiné (1971-1973).
Salgueiro Maia participou nas reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas, integrando a sua Comissão Coordenadora.
No dia 25 de Abril de 1974, é Salgueiro Maia quem comanda as tropas que, vindas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, cercam o Terreiro do Paço. É o então capitão Maia quem comanda igualmente o cerco ao Quartel do Carmo, que termina com a rendição de Marcello Caetano, o último presidente do Conselho, e a entrega do poder a António de Spínola.
Após o 25 de Abril, Salgueiro Maia mantém-se como membro do Movimento das Forças Armadas, mas recusa ser membro do Conselho da Revolução.
O Chaimite
Poucos são os portugueses que nunca ouviram falar do nome Chaimite, com muitos ainda recordarem-se dos seus tempos de serviço militar a bordo destas máquinas. A chaimite é um Blindado de Transporte de Pessoal, que teve um papel fundamental na Guerra Colonial entre 1961 e 1974, quando a guerra terminou com a queda do regime português.
Este blindado foi desenvolvido e produzido na década de 60, em Portugal pela Bravia, uma sociedade luso-brasileira, tendo por base o Cadillac Gage, norte-americano, do qual foram “roubadas” várias características e capacidades.
Este veículo fica associado ao fim do regime, pois foi num Chaimite que Salgueiro Maia, entrou no Quartel do Carmo para depor Marcello Caetano. É desta forma que o Chaimite se torna um símbolo da Revolução.
Em São João da Madeira, mais em particular no Bairro do Poder Local em Fundo de Vila está um chaimite em exposição.
Os cravos vermelhos, símbolos da Revolução
Há 49 anos os Cravos Vermelhos marcaram uma das datas mais importantes da História de Portugal, a Revolução a 25 de Abril de 1974, mais conhecida como a “Revolução dos Cravos”.
Neste dia o povo português juntamente com as forças militares, insurgiram-se nas ruas contra o regime ditatorial da altura, uma revolução que iniciou o processo de instauração da democracia em Portugal.
Mas onde entram aqui os Cravos?
Nesse dia celebrava-se o primeiro aniversário self-service do restaurante “Franjinhas”, em Lisboa, uma festa onde não podiam faltar flores. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste Caeiro, uma das funcionárias do restaurante e responsável por este acontecimento foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto as “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo. O soldado informa-a de que iam para o Largo do Carmo, onde Marcelo Caetano se tinha refugiado. O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo.
O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado. No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.
As G-3 assim enfeitadas ajudavam o povo a distinguir as tropas amigas. Para que não houvesse desperdício de flores, Celeste levou consigo os Cravos até ao Rossio, onde os distribuiu pelos militares, que os colocaram no cano das suas armas. Esta imagem correu o mundo, simbolizando a revolução que alia os Cravos Vermelhos à liberdade e à ausência de derramamento de sangue.
Há 50 anos vivíamos numa ditadura, os tempos eram de censura, mas a ditadura estava numa posição cada vez mais difícil. Não havia liberdade, a informação e as formas de expressão (imprensa, cinema, teatro, artes plásticas, música e escrita) eram controladas pela censura ou exame prévio. Não havia liberdade de associação, política ou sindical.
Mas existia a polícia política, presos políticos e prisões para os oposicionistas, além de não haver acesso gratuito à educação e à saúde.
A guerra colonial arrastava-se, insustentável no plano militar. As pressões internacionais subiam de tom.
A população desejava uma mudança, mas estava agrilhoada pelo controlo total do estado. Com o apoio dos militares esse desejo de mudança foi conseguido.
Não nos esqueçamos de que o Portugal democrático em que nos movemos nasceu com o 25 de Abril.
Portanto, é uma data fundadora do moderno Portugal.
LENDA DA MISSA DO GALO
É denominada “do Galo” porque, de acordo com lenda, teria sido na noite de Natal a única altura em que os galos cantaram à meia-noite. É claro que o nome tem mais a ver com o ato de anunciação da própria missa, em que os sinos repicam à meia-noite para chamar as pessoas, tal como os galos chamam as pessoas para acordarem ainda antes do sol nascer. Diz-se ainda, de modo humorístico, que a missa tem este nome porque demora tanto tempo que quando acaba já está o galo a cantar para anunciar a madrugada.
Sobre a procissão de velas da Missa do Galo conta-se a seguinte lenda:
Conta-se que um jovem pastor passou todo o dia a apascentar as suas ovelhas na véspera de Natal e aconteceu uma delas perder-se. Como o jovem pastor não quis voltar para casa sem a ovelha perdida passou muito tempo à sua procura.
Quando finalmente a encontrou já era muito tarde, tanto que acabou por se atrasar e perdeu o tocar dos sinos da igreja a chamar para a Missa do Galo. Sem os sinos a indicar o caminho o jovem pastor acabou por se perder ficando à mercê dos lobos, do frio do inverno e dos restantes perigos da noite. Já sem esperanças de encontrar o caminho, eis que o pastor vê ao longe uma procissão de luzes a iluminar a noite. Era a aldeia inteira que interrompera a missa, pegara nas velas da igreja e saíra pela noite para o procurar.
Encontrado o jovem pastor, são e salvo, a aldeia retomou a sua marcha para a igreja onde foi retomada a missa. E a partir desse dia passou-se a levar uma vela acesa a caminho da Missa do Galo para que ninguém se perdesse na noite de Natal.
(Tradição Popular)
LENDA SOBRE A TRADIÇÃO DAS FOGUEIRAS DE NATAL
Sobre as fogueiras do Natal conta-se na região das Beiras uma lenda que procura integrar este costume com a história da Natividade. Eis a lenda:
Naquela noite de 24 dezembro alguns pastores da região de Belém dirigiam-se para casa, depois de um dia passado a apascentar o gado, quando o anjo da anunciação lhes apareceu. Os pastores quando viram o anjo assustaram-se.
O anjo, porém, disse-lhes:
— Não se assustem, pois eu trago-vos Boas Novas, que são de grande alegria. Hoje na cidade de David nasceu o Messias. Para que o reconheçam procurem por uma criança envolta em panos e deitada numa manjedoura.
O Anjo queria dizer que o menino Jesus encontrava-se num estábulo e os pastores, compreendendo as suas palavras, partiram à procura de um estábulo, por toda a povoação de Belém onde estivesse uma criança recém-nascida.
Encontrado o sítio os pastores reconheceram estarem perante o Messias e Rei do povo judeu, pelo que se ajoelham em devoção. Depois ficaram muito admirados com a pobreza do local e as simples vestes do menino, insuficientes para o proteger do frio. Perante isto trataram logo de arranjar maneira de resolver a situação, ido procurar galhos e acendendo uma fogueira à frente do humilde estábulo para iluminar o local e aquecer o menino Jesus.
De seguida foram espalhar a notícia do nascimento de Cristo pelas povoações vizinhas, estabelecendo postos de vigília e de sinalização com fogueiras para indicar o caminho e para aquecer todos os peregrinos que quisessem ir visitar o menino Jesus.
Assim nasceram as fogueiras de Natal.
O PRESÉPIO
“Lembrou-se de fazer muito misteriosamente um presépio. O segredo em que havia de trabalhar mais o animava na tarefa.
Todos os dias, muito a medo, enquanto o patrão almoçava ou saía da loja algum instante, vinha à porta, se não havia freguês a servir, espreitava, corria, apanhava um nadinha de barro nas escavações do cano. Escondia-o, e debaixo do balcão, quase às apalpadelas, ia fazendo as figurinhas.
Assim modelou o menino Jesus, que deitou num berço de caixa de fósforos, Nossa Senhora de mãos postas, São José de grandes barbas, os três Reis Magos a cavalo, e os pastores, um a tocar gaita de foles, outro com um cordeirinho às costas, e uma mulher com uma bilha. Não se pareceriam lá muito; mas ele deu provas de que sabia puxar pela imaginação.”
D. João da Câmara
NATAL
Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dois bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
Mas quando será de todos?
Sidónio Muralha
In Poemas, 1971,
Edit. Inova Limitada, Porto
NATAL, E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
In Cancioneiro de Natal, 1986,
Edições Rolim, Lisboa
NATAL
Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens um presépio
Mais agasalhado
Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te sonhar.
Miguel Torga
In Antologia Poética, 1999,
Public. D. Quixote, Lisboa
FELIZ NATAL, LOBO MAU
O Lobo Mau foi procurar o Capuchinho Vermelho, mas encontrou o Pai Natal. Será que merece um presente? Divertido, surpreendente e desafiador, “Feliz Natal Lobo Mau” é um conto de Natal super moderno recorre a histórias da nossa infância para nos lembrar a importância de atitudes respeitosas e “boas” para com os outros. Invertendo a lógica e o esperado, este livro arrancará sorrisos a todos!
NATAL
Na noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.
Vão se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.
Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.
— Deu-lhes sim, muitos bonitos.
— Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.
Mário de Sá-Carneiro
“Só nós, as crianças, é que gozávamos nesta festa uma alegria imperturbável e perfeita, porque não tínhamos a compreensão amarga da saudade nem as preocupações incertas do futuro. Para nós tudo na vida tinha o carácter imutável e eterno. O destino aparecia-nos ridentemente fixado, como no musgo as alegres figuras do presépio. Supúnhamos que seriam eternamente lisas as faces da nossa mãe, eternamente negro o bigode do nosso pai, eternamente resignada e compadecida a decrépita figura da nossa avó, toucada nas suas rendas pretas, no fundo da grande poltrona. (…)
Esta noite de alegria para as crianças será sempre de alguma saudade para os adultos. Assim teremos a esperança terna de sobreviver, por algum tempo, na lembrança dos que amamos — uma boa vez ao menos, de ano a ano.”
O NATAL MINHOTO de Ramalho Ortigão (Crónica Jornalística – 1882)
NATAL
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
´Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
In Obra Poética – I volume, 1986,
Círculo de Leitores, Lisboa
OLHEI PARA O CÉU
Eu hei-de dar ao Deus Menino
Uma fitinha pró chapéu,
E Ele também me há-de dar
Um lugarzinho no céu.
Olhei para o céu,
Estava estrelado.
Vi o Deus Menino
Em palhas deitado.
Em palhas deitado,
Em palhas estendido,
Filho duma rosa,
Dum cravo nascido.
Poema popular
O MENINO ESTÁ DORMINDO
O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho,
Os anjos Lh´estão cantando
Por amor tão pobrezinho.
O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura.
Os anjos Lh´estão cantando:
Hossana lá nas alturas.
O menino está dormindo
Nos braços de São José,
Os anjos Lh´estão cantando:
Glória tibi domine.
O menino está dormindo
Um sono de amor profundo
Os anjos Lh´estão cantando:
Viva o Salvador do Mundo!
Poema popular
FOI NA NOITE DE NATAL
Foi na noite de Natal
noite de santa alegria
caminhando vai José
caminhando vai Maria.
Ambos vão para Belém
mais de noite que de dia
e chegaram a Belém
já toda a gente dormia.
Buscou lume S. José
pois a noite estava fria
e ficou ao desamparo
sozinha a Virgem Maria
Quando S. José voltou
já viu a Virgem Maria
com o Deus Menino nos braços
que toda a gente alumia.
Poema popular
Lenda do Bolo-Rei
Conta a lenda que num país distante viviam três homens sábios que analisavam e estudavam as estrelas e o céu. Estes homens sábios chamavam-se Gaspar, Melchior e Baltazar, a que a tradição deu a nomeação de “três Reis Magos”.
Numa noite, ao analisarem o céu, viram uma nova estrela, muito mais brilhante que as restantes, que se movia pelo céu, e interpretaram-na como um aviso de que o filho de Deus nascera. Resolvidos a segui-la, levaram consigo três presentes: incenso; ouro e mirra, para poder presentear o Messias recém-nascido.
Chegados à cidade de Belém, já perto da gruta onde estava o menino Jesus, os Reis Magos depararam-se com um dilema: Qual deles teria o privilégio de oferecer primeiro o seu presente? Esta pergunta gerou a discussão entre os três.
Um artesão que por ali passava ouviu a conversa e propôs uma solução para o problema de maneira a ficarem todos satisfeitos. Pediu à sua mulher que fizesse um bolo e que na massa colocasse uma fava.
Mas a mulher não se limitou a fazer um simples bolos e arranjou forma de ali representar os presentes que os três homens levavam. Desta forma fez um bolo cuja côdea dourada simbolizava o ouro, as frutas cristalizadas simbolizavam a mirra e o açúcar de polvilhar simbolizava o incenso.
Depois de cozido o bolo foi repartido em três partes e aquele a quem saiu a fava foi efetivamente o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus.
Dia de Natal
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa
NINGUÉM DÁ PRENDAS AO PAI NATAL
de Ana Saldanha
O Pai Natal está triste porque ninguém lhe dá prendas. Entram depois em cena, trazendo-lhe presentes, figuras de contos tradicionais que as crianças conhecem bem: o Capuchinho Vermelho, a Gata Borralheira, o João Ratão, a Bruxa da Casinha de Chocolate, a Raposa e o Lobo Mau.
“Ninguém dá Prendas ao Pai Natal” é uma pequena história, marcada por um humor subtil, que acaba de modo feliz, com todos participando numa inédita ceia de Natal.
MILAGRE DE NATAL
de António Torrado
O que para o Pai Natal foi um azar – a aterragem acidentada do seu trenó e, consequentemente, uma pilha de presentes espalhados pelo chão – para um menino e para um certo cãozinho de orelhas caídas foi uma grande sorte. Ou, mais do que isso, foi um verdadeiro “Milagre de Natal“!
CARTAS DO PAI NATAL
de J.R.R.Tolkien
A cada Dezembro, os filhos de J. R. R. Tolkien recebiam um envelope com um selo do Pólo Norte. Lá dentro, estava uma carta numa estranha letra aracnóide e um desenho belamente colorido. As cartas eram do Pai Natal.
Elas contavam maravilhosas histórias da vida no Pólo Norte: desde a forma como o Pai Natal preparava os brinquedos às travessuras com que o seu Urso Polar o atrasava, desde os amigos que frequentavam a sua casa (Bonecos de Neve, Elfos, Ursos das Cavernas e um Homem da Lua) até às batalhas com os maléficos duendes que ameaçavam a saída do mais famoso trenó.
Por vezes também o Urso Polar rabiscava alguma nota, ou então era o Elfo Ilbereth que escrevia na sua elegante letra floreada, acrescentando ainda mais vida e humor às histórias.
Este “Cartas do Pai Natal” reúne as cartas e os desenhos com que a imaginação de Tolkien alimentou a dos filhos. Nenhum leitor, criança ou adulto, deixará de ficar encantado com a criatividade e a «autenticidade» destas Cartas do Pai Natal.
AS VISITAS DO PAI NATAL
de José Viale Moutinho
Já nada é como antigamente, e o Pai Natal está mesmo confuso com os pedidos que recebeu da criançada. Como é que ele vai conseguir entregar os presentes, se nem sequer sabe o que é uma BTT ou uma Playstation? Por sorte, os primos Álvaro e Francisco estão dispostos a dar-lhe uma ajuda preciosa. Ao mesmo tempo, por entre histórias curiosas e divertidas, os meninos aprendem a origem de algumas das tradições de Natal, como a do cartão de boas-festas ou a da fava do bolo-rei. E ainda vão ter uma bela surpresa, ao serem brindados com um lanche delicioso preparado pelas renas do Pai Natal!
“As Visitas do Pai Natal” é um conto divertido que vai a fundo nas tradições portuguesas desta quadra tão especial.
A RAPARIGA QUE SALVOU O NATAL
de Matt Haig
A véspera de Natal chegou, mas algo não está bem! O mundo deixou de acreditar em magia e o Natal pode mesmo acabar. O Pai Natal vai tentar fazer tudo para o salvar, mas sabe que nunca conseguirá fazê-lo sem a ajuda de uma rapariga muito especial: a Amélia. Só que ela desapareceu! Com a ajuda de alguns elfos, de oito renas, da rainha de Inglaterra e de um misterioso homem chamado Charles Dickens, a jornada para resgatar a Amélia começa: é preciso encontrá-la, ou o Natal poderá perder-se para sempre! Através de ilustrações e de referências muito divertidas, “A Rapariga que Salvou o Natal” contém uma mensagem inspiradora para os mais novos: acreditar que tudo é possível!
O MISTÉRIO DE NATAL
de Jostein Gaarder.
Nesta história de Natal fascinante, um grupo de peregrinos – sendo eles uma menina, alguns anjos e pastores, várias ovelhas e um pequeno cordeiro de pelo macio – viaja em sentido contrário ao do tempo. “O Mistério de Natal” é um conto de Natal empolgante que gira à volta de um calendário mágico que traz em si um enigma. Ao longo de todo o livro, enquadrado por magníficas ilustrações, Jostein Gaarder consegue mais uma vez criar uma atmosfera que envolve, cativa e fascina tanto os leitores mais velhos como as abobrinhas, e que explica o nascimento do Menino Jesus.
O PAI NATAL PREGUIÇOSO E A RENA RODOLFA
É Dezembro. Na Lapónia, andam todos muito atarefados. O carteiro entrega as cartas, a secretária do Pai Natal, a rena Rodolfa, lê-as e procura as prendas pedidas nas prateleiras, as outras renas preparam-se para a grande corrida de Dezembro. Só o Pai Natal parece não ter pressas. Mas, quando estão já de partida, descobre-se que o provérbio de que o Pai Natal tanto gosta — «Devagar, que tenho pressa» — está mesmo certo.
Sonho de Neve
“Sonho de Neve” de Eric Carle é uma história invernosa e natalícia que parece tornar simples toda a mística que envolve o Natal. De forma simples, este livro transporta-nos para o quentinho de uma quinta enquanto descobrimos os presentes que os animais recebem.
Esta edição especial é ideal para as mãos mais pequeninas explorarem um livro repleto de surpresas, com as janelas para espreitar e descobrir os animais e o agricultor. Ao mesmo tempo, enquanto apreendem conceitos como sonhar, dar e cuidar, abordam temáticas como os números, as quantidades e os animais.
A NOITE DE NATAL
A consoada em casa de Joana é cheia de abundância e alegria. Contudo, a menina lembra-se do seu amigo Manuel, que nem vai ter presentes nem uma mesa farta nessa noite tão especial. Decide, por isso, ir ter com ele e dar-lhe o que recebeu. Guiada por uma estrela, Joana descobre, nessa noite, o verdadeiro Natal.
“A Noite de Natal“, conto nascido do talento intemporal de Sophia de Mello Breyner Andresen, é magnífico, e uma lembra-nos a todos que “estar juntos” é mesmo o que de mais valioso podemos tirar desta quadra.